quarta-feira, 31 de maio de 2023

Vultos Ilustres de Paraty

 Marechal Manoel Eufrásio dos Santos Dias, natural de Paraty, nascido em 8 de junho de 1840, filho de Pedro José dos Santos Dias e Francisca Maria do Amaral Cruz, também naturais de Paraty.

Desde jovem teve gosto pela função militar e sem perder tempo iniciou como praça em 22 de fevereiro de 1860, aos 19 anos, ingressando no 1° Batalhão de Artilharia a pé. Quatro anos depois tinha início a Guerra do Paraguai: em 1864 Santos Dias esteve nos combates em Itororó em Avaí, foi um dos condecorados heróis de guerra e fez frente à vitória de armas do Brasil até o rendimento final do inimigo.

Ao fim da Guerra e de volta ao Brasil, casou-se com Carolina Eulália de França Dias em 31 de outubro de 1871, na então construída Igreja de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty. Agora como major, assumiu o comando do 25° Batalhão de Infantaria em Florianópolis.

Com a Proclamação da República em 1889, Santos Dias, com a patente de major, foi requisitado para abafar os protestos contra o governo que se instalava três dias após a proclamação. Chefiou também uma expedição contra os rebeldes chefiados por Aparício Saraiva da Vila do Rio Negro; irmão do caudilho Gumercindo, dessa vez já como Coronel.

Santos Dias teve 5 filhos: João Batista dos Santos Dias, Francisca Eulália dos Santos Dias, Pedro Luiz dos Santos Dias, João Lycio dos Santos Dias e Oswaldo dos Santos Dias. Veio a falecer em 2 de outubro de 1915, com 75 anos de idade.

Em toda sua vida foi cercado de respeito e honras, sendo agraciado com: Medalha pelos serviços prestados na Campanha do Uruguai, Medalha Mérito Militar, Medalha Geral da Campanha do Paraguai, Cavaleiro da Ordem de São Bento, Cavalheiro da Ordem da Rosa, Oficial da Ordem de Aviz, Medalha de Ouro de Mérito Militar por contar mais de 30 anos de serviços prestados ao Exército.

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Maria Angélica Ribeiro - Dramaturga Paratiense do Século XIX


Maria Angélica de Souza Rego, filha de Maria Leopoldina de Souza Rego e Marcelino de Souza Rego, nascida em Paraty, em cinco (5) de dezembro de 1829, conhecida como “Maria Angélica Ribeiro”. Casou aos 14 anos de idade, com o seu professor de desenho, João Caetano Ribeiro, ao contrário de sua esposa se tornou um ator muito conhecido e importante figura no teatro brasileiro do século XIX. Maria Angélica Ribeiro, aos 25 anos, mãe de três filhos, duas meninas e um menino, com o falecimento de seu caçula, desencadeou estado de depressivo, motivo pelo qual, se debruçou na escrita e sua produção foi bastante proveitosa, veio a falecer aos 50 anos de idade, em 09 de abril de 1880, na cidade do Rio de Janeiro.

Maria Angélica Ribeiro foi a primeira mulher a ter um texto representado no teatro brasileiro, começou a escrever com 12 anos, foi dramaturga, tradutora de peças teatrais, feminista e abolicionista. Escreveu cerca de 20 peças para o teatro, entre elas a “Cancros Sociais”, encenado no Teatro Ginásio Dramático em 1865, a peça apresenta forte posicionamento abolicionista e crítico à aristocracia brasileira, e que foi amplamente aclamada pela crítica teatral da época, entre elas, um comentário, do grande escritor machado de Assis: “O nome da Sra. Maria Angélica Ribeiro não é desconhecido do público. (...) O novo drama é ainda um protesto contra a escravidão. Resta-nos aplaudir do íntimo da alma a nova obra da autora de “Gabriela”, cujo alento está recebendo do público legítimos sufrágios”.

Maria Angélica Ribeiro foi uma escritora com muita regularidade, produzindo textos para o teatro e também traduziu peças teatrais, mais sua atividade literária era o que mantinha seu sustento. De classe aristocrática e branca lhe proporcionou um ambiente propício para sua escrita, ao contrario de tantas outras mulheres brasileiras do século XIX que não puderam exercer seu livre arbítrio.

Em sua obra mais famosa “Cancros Sociais”, publicada em 1866, deixou escrito no prefácio: “A escravidão é o câncer que solapa a base da emancipação”. Continuou escrevendo no referido prefácio: Sei que uma mulher, especialmente pobre, não pode elevar-se a certas regiões. O despeito de uns, a intolerância de outros, a injustiça de muitos, e, sobretudo, a calúnia sempre ávida de vitimar a fraqueza feminina, cedo ou tarde, com injúrias, lá a despenham dessas alturas, se porventura, pôde atingi-las (...) o que vem da lavra feminina, ou não presta, ou é trabalho de homem. E aí se encontra uma ideia injusta e desonesta. Com estas palavras Maria Angélica Ribeiro denuncia os preconceitos que estavam sujeitas as mulheres que tinham aspirações literárias.

Referência: Uma Dramaturga Singular no Brasil do Século XIX - Prof. Maria Stella Orsini.





terça-feira, 3 de agosto de 2021

Cine São Jorge, atual Cinema da Praça "Zé kleber"

Cinema São Jorge atual Cinema da Praça "Zé Kleber"
Lembranças que, apesar de só minhas, também trazem lembranças a tantos outros  paratienses do Cine São Jorge, hoje, cinema da Praça “Zé Kleber”, que funcionou de 1930 a 1973.

Minha melhor lembrança do cinema foi à fase em que o proprietário era o Sr. Pedro Stanisce, “Cinema do seu Pedro” como era conhecido, assim, como meus pais, meus tios, meus avós, lembro-me do cinema, com poltronas de madeira, que os moleques maldosamente, colocavam chicletes nos assentos, que quando os menos desavisados sentasse, ficava com fundilho da calça grudado, muitas vezes novinha, só usada em ocasiões especiais.

Assim, como os personagens dos filmes, o cinema resistia bravamente, “lutando” contra as modernidades que estavam invadindo nossa cidade. Mas, da mesma forma que alguns personagens dos filmes, o seu fim foi inevitável, parou suas projeções em 1973.

Do cinema, só ficaram as lembranças de uma infância que também não existe mais. As tardes de sábado e domingo, a espera dos rolos dos filmes que vinham de Guaratinguetá de ônibus, “que muitas vezes atrasava”, do cheirinho de pipoca, embora eu sempre preferisse os amendoins torrados e pinhões, vendidos pelos “Irmãos Monsuetos”, Jonão, Joninha, Josias, Jair, de igual modo, lembranças do Sr. Valdomiro, conhecido como “charuto” que além de excelente tocador de Tuba na Banda Santa Cecília, era ele, que passava os filmes, mas quando acontecia de um deles queimar, era preciso, aguardar a colagem das partes, e nesse momento a turma gritava o nome do “Charuto”. Acontecia também do filme começar pelo final, e lá ia a turma gritando o nome do Charuto, que algumas vezes não tinha culpa.

Antes de começar o filme, passava a vinheta da Condor filmes, que provocava uma histeria entre os jovens e alguns adultos, que em coro, no escurinho do cinema, a fazer: “xô, xô, xô”, como se estivesse espantando o Condor, confundido com “urubu” preparava para levantar voo, até ele voar e escrever “Condor Filmes Apresenta” coisas de geração de ouro. Sugiro que assistam ao filme Cine Paradiso, com certeza, vão se identificar com aquela época.

A Condor Filmes foi à vinheta de distribuidora brasileira que mais sucesso fez na história de nossa telona, ao lado do leão norte-americano da MGM.







quinta-feira, 19 de março de 2020

Canoa caiçara

A canoa, esculpida em troncos de madeira nativa, é um dos elementos fundamentais da identidade e do modo de vida caiçara.
Pode parecer estranho para os que vivem em centros urbanos, mas o uso da canoa como meio de transporte é algo que faz parte da rotina dos moradores da cidade de Paraty e seus arredores. "A canoa para os caiçaras é como o metrô para os trabalhadores dos grandes centros", compara Almir Tã, pescador e artista plástico, que destaca que a canoa caiçara é um bem cultural imaterial brasileiro. 
O termo caiçara, de origem tupi-guarani, era usado para denominar as estacas feitas de galhos de árvores que os índios fincavam na água para cercar os peixes. Com o tempo, a palavra passou a designar as comunidades do litoral dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Apesar de sua grande extensão, há elementos culturais e sociais comuns em todo o território caiçara. 
"Além de ser essencial para o transporte, sobretudo para quem mora em uma ilha, ela é o elemento de conexão mais perfeito entre o pescador e a pesca", diz Almir. 
Mestre Vitor, de Trindade, é um dos que preservam esses saberes e fazeres em Trindade: "Tenho muito carinho pelas canoas. Os amigos brincam comigo dizendo que qualquer dia desses eu vou levar a canoa para dormir na cama e a mulher para dormir na praia", ri o pescador, que diz que aprendeu a fazer canoa sozinho.



Ponte Branca - Minhas origens



José Possydônio -  meu avô - primeiro
operador da  usina
A  iluminação elétrica que chegava até Paraty vinha da Ponte Branca (Bairro localizado na estrada Paraty-Cunha),  era fornecida por  uma pequena usina hidrelétrica, onde hoje, o local ainda é conhecido por Usina ou Cachoeira da  Usina. Ali, em 1922, funcionava a Central de Luz que distribuía a iluminação para Paraty. Esse lugar onde existiu a usina foi uma fábrica de tecidos. Na época, Samuel Costa, então prefeito, aproveitou o local para instalar os geradores de energia elétrica, movido a água. E de lá vinha a posteação de  ferro margeando o rio perequê-Acu até a cidade. Lembro-me muito  bem da usina, pois nasci lá, meu avô, meu pai,  meu tio eram operadores da usina,  meu  avô  foi o primeiro, ensinou  a profissão aos filhos  Geraldo e José, meu pai começou   a  operar os  geradores, em 1951, na empresa Força  e  Luz de  Paraty, de  propriedade do  Sr. Alfredo  Coutinho,  em 1967 a empresa estatal  Centrais Elétricas Fluminense averbou o tempo de  serviço, passando  a serem  funcionários do  Estado  do Rio de Janeiro.

Geraldo  Pereira dos  Santos -meu  pai -
deu continuidade  em  1951 como eletrecista




sábado, 2 de março de 2019

Correntes em Paraty



Década de 1970, o Grupo JOPACOL – Jovens Paratienses para a Coletividade, liderado por José Claudio de Araújo, que anos depois (2001 a 2004) exerceu o cargo de prefeito de Paraty, junto com os jovens, entre eles: Paulo Souza (Paulinho Jacaré), Wander Duarte, Janaína e Ana Júlia Vasconcelos, Ana Maria Magalhães, Júlio Cezar Dantas, Claudio Aquino, Ike Menezes, Max, e tantos outros, propuseram ao prefeito da época, EDSON DÍDMO LACERDA, o fechamento do centro histórico com pedras de cachoeira e em 28 de fevereiro de 1976, se concretizou a preservação do Centro Histórico. Houve protestos de muitos paratienses com o movimento. Mais, aquela geração deixou marcas que podem ser observadas hoje em dia, as ruas, estão protegidas por correntes que impedem a passagem dos carros, preservam ainda mais o encanto colonial, atualmente conta o apoio de 100% da população paratiense.







segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

TOCA DO CASSUNUNGA

A Toca do Cassununga está localizada na Praia do Jabaquara, ao final da avenida de mesmo nome, tendo acesso também pela Rodovia Santos-Rio (BR-101).
É um conjunto de blocos de rochas superpostos que formaram abrigos com numerosos espaços cobertos e interligados. Possui mais de 50 metros de extensão e cerca de 15 metros de altura, contendo trilhas que saem da galeria principal e percorrem a região de manguezal e caixetal.
Os matacões que deram origem a Toca do Cassununga talvez tenham se originado a partir de um deslizamento de solo que arrastou as rochas encosta abaixo, deixando-as amostra da superfície. Processos geológicos como esse são comuns, principalmente em ambientes de sedimentação, que inclui o ambiente costeiro.

O local torna-se singular não somente pela formação geológica, como também pelos biomas no qual se encontra. Além disso, a Toca do Cassununga também é um sítio arqueológico, isso é, possui grande relevância do ponto de vista patrimonial e cultural, por conter sambaquis.
Os sambaquis, de acordo com a apostila de educação patrimonial de apoio ao professor, são amontoados de conchas utilizados por povos antigos que habitavam o litoral, onde juntavam vários elementos utilizados em seus cotidianos. Neles é possível encontrar vestígios de habitação, como fogueiras, utensílios utilizados em atividades de sobrevivência, bem como restos de alimentos e suplementos.

CURIOSIDADE


Dizem que em Paraty existiu o “Clube dos Luvas Negras”, formado por justiceiros da maçonaria, que se encarregavam de julgar e punir os irmãos que estavam em falta com a ordem e a sociedade. Consta que se reuniam em locais ermos e escuros, como cemitérios. Em Paraty se reuniam na Toca do Cassununga ou Kassununga, um sambaqui que provavelmente foi cemitério indígena. Silvio Romero, que foi juiz de direito em Paraty, “dizem”, era membro do clube, sendo possivelmente o líder. Segundo alguns, nos escombros de sua casa foram encontrados o avental, a espada e as luvas negras (Seria Possível?). O Fórum de Paraty era denominado de Silvio Romero.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Cidades Irmãs

Com objetivo de criar relações e mecanismos protocolares essencialmente a nível econômico, cultural e turístico, das quais a cidades de áreas geográficas ou política distintas, estabelecem laços de cooperação. Pensando neste conceito, a cidade de PARATY aprovou através de LEI que dispõe sobre cidades irmãs/gêmeas. São elas: Ílhavo, Capri e Cunha.

Ílhavo, em Portugal – Lei nº 254/2007 de 25 de dezembro de 2007
Brasão de Ílhavo
Bandeira de Ílhavo
Capri, na Itália – lei Municipal nº 1805/2011 de 15 de maio de 2011



Cunha, São Paulo/ Brasil- Lei Municipal nº 49 de 10 de outubro de 2013


Bandeira de Cunha
Brasão de Cunha





quinta-feira, 26 de abril de 2018

Paraty Paraíso


Américo Vespúcio, que veio comandando uma das três naves da expedição de Gaspar Lemos, após o descobrimento do Brasil, ao aportar em Paraty, por volta de 1502 escreveu - "Oh Deus, se na terra existisse um paraíso, não seria muito longe daqui!"

segunda-feira, 5 de março de 2018

Paraty - Pelourinho - 1660

  

PARATI - PELOURINHO – 1660

Em 1660, um paratyense decidido, o Capitão Domingos Gonçalves de Abreu, levantando-se contra a Vila de angras dos Reis da Ilha Grande, a cuja jurisdição estava sujeito o povoado, requereu diretamente ao Capitão-Mor da Capitania de São Vicente a sua elevação à categoria de Vila e, sem esperar resposta, erigiu às suas custas o pelourinho, símbolo de autonomia e autoridade. Durante sete anos a Câmara de Angra dos Reis lutou contra esse ato de rebeldia, mas uma Carta Régia de 28 de fevereiro de 1667 reconheceu a autonomia já de fato conquistada pelos “levantados” de Paraty.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Credo Caiçara - Poesia de Flávio de Araújo

Creio no pirão de gonguito com banana bacubita.
Na roça de feijão guandu, na cepa de mandioca
de sete ramas, no doce da cana caiana,
no limão em puxa-puxa.
Creio no café de garapa, na cavala salpresa.
No cará com melado, no desbulhar do milho,
no manuê de bacia e no cardo de caranha.
Creio no poder das ervas:
No chá de boldo amargoso no gorgomilo, no chá de losna,
no banhado de arnica e na santa Maria socada
com sal grosso e cânfo.
Creio na canoa de voga, no cerco na espia,
no espinhel preso à pôita, na rede de minjuada no lagamar.
Creio no remo de guacá, no samburá de imbé,
no náilon 0.40, na faca amolada em pedra de cachoeira.
Creio na tribuzana, nos primeiros ventos do sudunga,
nas gaivotas sobre as traineiras.
Nas modas de viola, rabeca e sanfona.
No mergulho da tesoureira.
Creio na rede tingida em casca de jacatirão e aroeira.
Na tainha com barriga de ova, no jirau de taquara,
no varal pra secar o peixe escalado, no caniço de bambu japonês.
Creio na voz do Brasil, na cabeça de maré,
no barro pro estuque e no covo.
No gemido do gaturamo e na malhação do Judas.
Creio no óleo de babosa, nas cantigas de roda,
nos barquinhos de cacheta e cajuja.
No olho dágua, no cachorro paqueiro.
Creio na chinela de dedo, na galinha botadeira.
Creio no furo do busano, no forneio de farinha,
No pargueiro, no calafeto de betume, nas lulas no zangarêio.
Creio na foice Tremontina, no bodoque de goiabeira,
No trabissero de marcela.
Creio no borrachudo, na lagosta pitu,
No guaiá, no marisco sururu.
Creio na corosena do fifó, na gadanha e na enxó.
No azulado do perau, no clareio depois do fuzilo.
Creio em Deus pai,
Creio em Deus filho.
E no Espírito Santo tumém.
Caiçara com muito orgulho.

domingo, 14 de abril de 2013

Quilombo Campinho da Independência

A comunidade de Campinho da Independência fica localizada no município de Paraty, ao sul do litoral do Estado do Rio de Janeiro, originada por três negras ex-escravas – Vovó Antonica, Tia Marcelina e Tia Luiza – na segunda metade do século 19, as três viviam dentro da casa grande da antiga Fazenda Independência, com o fim da escravidão, receberam terras do Senhor e continuaram vivendo onde está localizada a comunidade do Campinho da Independência. Conforme contam os moradores mais antigos.

Fundamentados na agricultura familiar, os quilombolas do Campinho produzem peças artesanais belíssimas, com palha, bambu, sementes e cipó, além de pratos tradicionais deliciosos. O Azul Marinho e outros aperitivos, preparados sempre no antigo fogão à lenha. Destaco a paçoca de banana, o pé-de-moleque, a farinha de coco Indaiá, socada no pilão, fabricação de farinha de mandioca, e os doces de frutas da região – irresistíveis.


Lugar que retrata bem como a comunidade se organizou social e economicamente, mantendo a base de um regime matriarcal. Os quilombos, em geral, são lugares ideais para se fazer turismo étnico, aprendendo sobre a cultura afro-brasileira, e ambiental, especialmente no caso do Campinho da Independência.


Atualmente o Quilombo do Campinho da Independência é reconhecida como o primeiro quilombo oficial do país e mantêm uma estrutura comunitária forte e organizada.

A cultura quilombola é muito rica e para não perdê-la a comunidade faz um trabalho de resgate das danças (jongo e capoeira), e das festas (Santa Cruz e da Semana da Cultura Negra).

Origem do Nome Caiçara


Caiçara é uma palavra de origem tupi-guarani que significa armadilha ou cerca de galhos e que é usada para denominar os habitantes das zonas litorâneas existentes originariamente na região sul do Estado do Rio de Janeiro, norte de São Paulo e se estendendo pelo litoral até o Paraná. No início era usada apenas para os indivíduos que viviam da Pesca de subsistência, mas passou a designar os nativos da região.

sábado, 14 de maio de 2011

As Lindas Cachoeiras de Paraty

Cachoeira do Tobogã 
Também conhecida como escorrega, localizada bem perto da Igreja de Nossa Senhora da Penha, se constitui em um verdadeiro “escorrega”. As águas descem sobre uma enorme formação rochosa – lisa e escorregadia – e se transformam, ao final da descida, em um cristalino poço, cercada por pedras grandes e pela mata atlântica. O local é preferido pelos moradores do local para a prática do ousado surf das cachoeiras ou surf das pedras.
Poço do Tarzan

Próxima ao antigo Caminho do Ouro e às margens da estrada que liga Paraty a cidade de Cunha (SP) está o Poço do Tarzan, formado por um pequeno desnível, formando assim, uma bela piscina natural rodeado pela mata atlântica, os visitantes que gostam de um pouco mais de adrenalina poderão subir por uma escada feita de bambu a uma grande pedra de aproximadamente 10 metros e dar um grande salto.
  Pedra Branca


Escondida em plena floresta atlântica, um verdadeiro espetáculo da natureza formado por uma forte queda d’ água e lindas piscinas naturais de tamanhos variados. Nesta cachoeira estão as ruínas da antiga usina que fornecia energia a fabrica de farinha de banana do Príncipe Dom João de Orleans e Bragança.
Usina

Conhecida também como Toca da Ingrácia, a Cachoeira da Usina integra um conjunto de quedas d`água que margeia a estrada Paraty-Cunha. Seu acesso é feito por esta rodovia, e está localizada logo após a localidade da Ponte Branca, que leva este nome por está próxima a uma ponte sobre o rio Perequê – Açu, a seis quilômetros do centro de Paraty. É formada por um pequeno desnível do rio, que origina poços e piscinas, uma corda amarrada no alto de uma árvore proporciona ao visitante audacioso se jogar em uma bela piscina natural.
Iriri

Fica próxima à praia do Iririguaçú, apenas 6 km da localidade de Tarituba. A queda d’agua envolve um conjunto de três saltos e duas piscinas naturais de águas verde esmeralda, que refletem a preservada floresta que ficam a sua volta, um espetáculo de grande beleza cênica. Suas nascentes encontram-se no alto da Serra do Mar.
Graúna

É o lugar perfeito para se refrescar depois de um dia de praia. O rio da Graúna possui na região vários trechos acachoeirados e suas nascentes encontram-se no alto da Serra do Mar. O acesso até a queda d’agua é por estrada vicinal, de terra batida, a partir do Km 172 da Rio-Santos.
Laje das Pedras

  Poço das Andorinhas

Localizadas a cerca de dez quilômetros de Paraty, às margens da estrada de terra que leva ao vilarejo do Corisco. O Poço das Andorinhas é bem fundo, tem um salto 3,5 m e ducha natural, descendo o rio, abaixo do poço, há um escorregador formado pelas pedras em meio à densa vegetação da Mata Atlântica, Lage da Pedra também conhecida como Coriscão ou Lage Preta a bela cachoeira possui um pequeno escorrega e um grande lago de águas cristalinas.
Poço dos Ingleses

As Lindas Praias de Paraty.

Praia Vermelha

Muito visitada pelas escunas e barcos que passeiam pela baía de Paraty. As águas são transparentes e calmas, faixas largas de areia branca e fina, banhada por ondas suaves, fica dentro de uma enseada abrigada. Tem uma nascente de água doce, bela e farta vegetação, dando assim um toque primitivo ao lugar. Excelente para banho. 

Praia da Lula

Pequena praia de águas transparentes e areia fofa, mar claro, calmo e sereno, entre as pedras, jorram uma bica de água doce, farta vegetação ao fundo, também muito freqüentada por barcos e escunas que visitam as ilhas próximas. Ótima para banho. 
 Ilha Comprida

Composta de parcéis que rodeiam uma lagoa muito azul, freqüentada por várias espécies de peixes, a tornam recomendável para mergulhos e pescarias devido suas águas límpidas e transparentes com muitos cardumes coloridos e grandes formações de corais, considerada um aquário natural, ótima para banho.

  
Ilha do Algodão

Entre a Ponta do Arpoador e a Ponta da Cajaíba. É a maior Ilha da Baía de Paraty. Mata Atlântica, com várias espécies nativas, e povoadas por pequenos animais. É considerado um excelente ponto para mergulho e pescaria. Nela vive uma comunidade pesqueira.
Ilha do Mantimento

Recebeu este nome porque os portugueses deixavam os alimentos quando a maré estava muito alta para chegar ao cais, uma das mais bonitas da baía. A ilha é considerada um local bom para mergulho, nela existe uma criação de Mico Leão Dourado, Cotias e Lagartos, que às vezes podem ser observados.
  Ilha Sapeca

Fica entre a Ilha do Malvão e a Ilha Comprida. É também conhecida pelo nome de Ilha do Sapê. Caracteriza-se pela existência de inúmeras formações rochosas, quase um amontoado de pedras, habitat natural de várias espécies marinhas. Com uma pequena e linda praia de areias branca, mar azul-turquesa de arrepiar, o que permite observar a intensidade da vida subaquática, com muitos cardumes coloridos, e ainda, sombreadas por pitangueiras.

Praia da Conceição

Coqueiros e amendoeiras, águas transparentes, verdes, areia clara e fina. Mais um paraíso escondido na baía de Paraty. Encanta por sua beleza natural e pela simpatia da comunidade local. Só Chega de barco e apesar de um pouco longe vale apenas mais esta maravilha. Não existe acesso por terra.
  
Praia do Jurumirim

Enseada de águas calmas e morna, com uma pequena praia e razoavelmente escondida, de onde parte e chega o Navegador “Amir Klink” de suas aventuras. Ali, ele mantém uma casinha bem simples, sem sequer energia elétrica, que é, também, a única construção do lugar.

Praia de Santa Rita

Água transparente, boa para a prática de snorkeling. Possui duas casas de pescadores, vegetação nativa, amendoeiras e coqueiros espalhados pela praia. Algumas pedras no meio da praia estendem-se até o mar.
Saco da Velha

Praia pequena de águas calmas, tranquilas e transparentes, no local há uma gruta e piscina naturais e grandes pedras enterradas na areia, ou, ainda, o barzinho rústico que existe no canto, com um gostoso galpão atrás de uma daquelas grandes pedras.

Enseada da Preguiça

Também conhecida como Enseada da Preguiça. Fica localizada dentro do Saco da Velha em frente à Ilha do Algodão. Enseada de águas calmas, claras e transparentes uma parada certa de saveiros que passeiam pela região, por ser muito agradável. Apropriada para o mergulho.
Ilha da Pescaria

De águas claras e transparentes, ponta de visita obrigatória dos saveiros que circulam a baía de Paraty. Muito procurada para mergulhos diurnos e noturnos, com profundidade média de 10 metros e boa visibilidade. Como seu próprio nome indica constitui um excelente ponto pesqueiro muito conhecido na região. Possui farta e exuberante vegetação.

Pouso da Cajaíba

Assim como as praias de Ipanema, Calhaus, Itaóca e Grande, a Praia do Pouso da Cajaíba está localizada na enseada do Pouso, há uma seqüência de bonitas praias. E a mais interessante delas é ainda mais linda, além de deserta: a Praia Grande da Cajaíba. Como se não bastasse, ela ainda é cortada por um riacho no meio da areia e tem uma pequena cachoeira na parte de trás, com acesso por uma trilha em plena Mata Atlântica. A região da baía da Cajaíba faz parte da Área de Proteção Ambiental do Cairuçú – APA do CAIRUÇÚ.



Praia de São Gonçalo

A praia São Gonçalo localiza-se aproximadamente a 32 km do centro de Paraty.  Os bares na praia e as águas mansas e cristalinas proporcionam um dia tranqüilo, na extensa praia de São Gonçalo, cortado pelo rio de mesmo nome. Você poderá também pegar um barco e ir conhecer a Ilha dos Pelados, que está bem em frente. A Ilha possui belíssima praia de águas calmas e cristalinas, que tornará seu passeio inesquecível. No mesmo passeio ainda é possível visitar algumas cachoeiras. Não deixe de levar máscaras e nadadeiras para apreciar as maravilhas do fundo do mar.

Praia do Jabaquara



Praia do Pontal

sábado, 26 de fevereiro de 2011

FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty

Poucos locais poderiam ser mais agradáveis para sediar a FLIP do que Paraty. Suas ruas de pedras propiciam encontros casuais proveitosos, enquanto restaurantes e bares sugerem um bate papo descontraído. As pousadas e os serviços oferecem um excelente padrão de qualidade.

Em agosto de 2003, a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) tornou-se a caçula da família de importantes festivais literários como: Hay-on-wye, Adelaide, Harbourfront de Toronto, Festival de Berlim, Edimburgo e Mantua. Com a presença de autores mundialmente respeitados como Julian Barnes, Don De Lillo, Eric Hobsbawn e Hanif Kureishi, a primeira FLIP estabeleceu um padrão de excelência às edições seguintes. Em um curto período, ficou conhecida como uma das principais festas literárias internacionais, reconhecida pela qualidade dos autores convidados, pelo irresistível entusiasmo de seu público e pela descontraída hospitalidade da cidade.

A FLIP já recebeu alguns dos grandes nomes da literatura mundial como: Salman Rushdie, Ian McEwan, Martin Amis, Margaret Atwood, Paul Auster, Anthony Bourdain, Jonathan Coe, Jeffrey Eugenides, David Grossman, Lidia Jorge, Pierre Michon, Rosa Montero, Michael Ondaatje, Orhan Pamuk, Colm Toíbín, Enrique Vila-Matas, Joanette Winterson, Marcello Fois, Kiran Desai, Alan Pauls, J.M.Coetzee, Amóz Oz, nadine Gordimer, Ahdaf Soueif, Jim Dogde, Robert Fick, Laurence Wright, Bárbara Heliodora, Denis Lehane, Guilhermo Arriaga, Leyla Perrone-Moisés, Will Self, Willian Boyd, César Aira, Mia Couto, Ishmael Beah, Alessandro Baricco, Cees Nooteboom, Chimamanda Ngozi Adichie, Contardo Calligaris, David Sedaris, Elisabeth Rondinesco,

Dos brasileiros, alguns dos autores mais talentosos já estiveram na FLIP, como Ariano Suassuna, Ana Maria Machado, Milton Hatoum, Millôr Ferndandes, Ruy Castro, Ferreira Gullar, Luiz Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura e Lygia Fagundes Telles, além de lendas vivas como Chico Buarque e Caetano Veloso, Cecília Giannetti, Fabrício Corsaletti, Lobão, Chacal, Verônica Stigger, Nuno Ramos, Augusto Boal, Eduardo Tolentino, Bosco Brasil, Mario Bortolotto, Ana Maria Gonçalves, Antonio Torres, Arnaldo Jabor, Fernando Morais, Paulo Lins, Silvano Santiago, Paulo César de Araújo, Ruy Castro, Caco Barcellos, Adriana Lunardi, Carlos Lyra, Cíntia Moscovich

A cada ano a FLIP homenageia um expoente das letras brasileiras. O poeta e compositor Vinicius de Moraes (1917-1980) em 2003. O escritor João Guimarães Rosa (1908-1967) foi o homenageado no ano seguinte. Em 2005, foi à vez da romancista Clarice Lispector (1920-1977). Em 2006, a FLIP prestou homenagem ao escritor baiano Jorge Amado (1912-2001). Em 2007 o grande homenageado foi Nelson Rodrigues. Em 2008, o tributo foi prestado a Machado de Assis, calhando com o centenário de sua morte. Em 2009 o nome a ser homenageado é Manoel Bandeira (1886 – 1968). E 2010 é a vez de Gilberto Freire (1900 – 1987). Em 2011 o mais inovador dentre os modernistas foi o grande homenageado Oswald de Andrade (1890 – 1954).Em 2012 o homenageado foi Carlos Drumond de Andrade, considerado por muitos poetas como o maior poeta brasileiro de todos os tempos. 2013 foi a vez de ser homenageado Graciliano Ramos. Em 2014 o grande homenageado foi Millor Fernandes. 2015 foi a vez de Mario de Andrade. 2016 foi a vez de Ana Cristina Cesar. Em 2017 o grande homenageado foi Lima Barreto. 2018 é a vez de Hilda Hilst, em 2019, foi a vez de Euclides da Cunha, em 2020 a homenageada será a poeta norte-americana Elizabeth Bishop.

A música brasileira, uma das maiores riquezas da nossa vida cultural, não poderia deixar de estar presente na FLIP. Os shows de abertura, que já valeriam a ida a Paraty, ofereceram aos convidados a chance de assistir Chico Buarque, Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Mônica Salmaso, Adriana Calcanhoto, José Miguel Wisnik, Orquestra Imperial e o pianista João Donato, Luiz Melodia, Elza Soares e Celso Sim, Gilberto Gil, Lenine, André Mehmari  e o músico paratiense Luís Perequê, deram as boas-vindas aos visitantes da FLIP.

Enquanto a programação principal acontece na tenda dos Autores, vários outros eventos ocorrem simultaneamente em outros locais. Oficina literária, destinada a jovens aspirantes a escritor, é realizada por grandes autores brasileiros. Há também uma programação exclusiva para crianças - a Flipinha, em que jovens estudantes de Paraty apresentam resultado de seus trabalhos inspirados no universo literário e participam de palestras com autores convidados. O sucesso da Festa também estimulou o desenvolvimento de uma programação de leituras, shows e lançamentos de livros, batizada de OFF-FLIP.

Desde a primeira edição, o crescimento da Festa Literária está intimamente ligado à vida e às necessidades de Paraty. Artistas locais, comerciantes, hoteleiros e donos de restaurantes acolhem a FLIP, que por sua vez, mantém os habitantes locais ativamente envolvidos. Por tudo isso, a FLIP se destaca de outros encontros literários contribuindo para essa atmosfera alegre e calorosa que tem caracterizado esse grande evento.