Década de 1970, o Grupo JOPACOL – Jovens Paratienses para
a Coletividade, liderado por José Claudio de Araújo, que anos depois (2001 a 2004) exerceu o cargo de prefeito de Paraty, junto com os jovens, entre
eles: Paulo Souza (Paulinho Jacaré), Wander Duarte, Janaína e Ana Júlia
Vasconcelos, Ana Maria Magalhães, Júlio Cezar Dantas, Claudio Aquino, Ike
Menezes, Max, e tantos outros, propuseram ao prefeito da época, EDSON DÍDMO LACERDA, o fechamento do centro histórico com pedras de cachoeira e em 28
de fevereiro de 1976, se concretizou a preservação do Centro Histórico. Houve protestos
de muitos paratienses com o movimento. Mais, aquela geração deixou marcas que
podem ser observadas hoje em dia, as ruas, estão protegidas por correntes que
impedem a passagem dos carros, preservam ainda mais o encanto colonial, atualmente conta
o apoio de 100% da população paratiense.
Este blog foi criado com o objetivo de apresentar a história,a cultura, suas lutas, suas necessidades e os diferentes modos de vida das Comunidades de Paraty. Sempre defendi a idéia de que uma cidade é muito mais do que um instrumento de política econômica, muito mais que um núcleo de polarização social. A alma de uma cidade, a força vital que a faz respirar, progredir, existir, reside em cada um de seus cidadãos, em cada pessoa que nela aplica e nela esgota o sentido da sua vida.
sábado, 2 de março de 2019
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
TOCA DO CASSUNUNGA
É um
conjunto de blocos de rochas superpostos que formaram abrigos com numerosos
espaços cobertos e interligados. Possui mais de 50 metros de extensão e cerca
de 15 metros de altura, contendo trilhas que saem da galeria principal e
percorrem a região de manguezal e caixetal.
Os
matacões que deram origem a Toca do Cassununga talvez tenham se originado a
partir de um deslizamento de solo que arrastou as rochas encosta abaixo,
deixando-as amostra da superfície. Processos geológicos como esse são comuns,
principalmente em ambientes de sedimentação, que inclui o ambiente costeiro.
O local torna-se
singular não somente pela formação geológica, como também pelos biomas no qual
se encontra. Além disso, a Toca do Cassununga também é um sítio arqueológico,
isso é, possui grande relevância do ponto de vista patrimonial e cultural, por
conter sambaquis.
Os sambaquis, de acordo com a apostila de educação
patrimonial de apoio ao professor, são amontoados de conchas utilizados por
povos antigos que habitavam o litoral, onde juntavam vários elementos
utilizados em seus cotidianos. Neles é possível encontrar vestígios de
habitação, como fogueiras, utensílios utilizados em atividades de
sobrevivência, bem como restos de alimentos e suplementos.
CURIOSIDADE
CURIOSIDADE
Dizem que em Paraty existiu o “Clube dos Luvas Negras”, formado por
justiceiros da maçonaria, que se encarregavam de julgar e punir os irmãos que
estavam em falta com a ordem e a sociedade. Consta que se reuniam em locais
ermos e escuros, como cemitérios. Em Paraty se reuniam na Toca do Cassununga ou Kassununga, um
sambaqui que provavelmente foi cemitério indígena. Silvio Romero, que foi juiz
de direito em Paraty, “dizem”, era membro do clube, sendo possivelmente o
líder. Segundo alguns, nos escombros de sua casa foram encontrados o avental, a
espada e as luvas negras (Seria Possível?). O Fórum de Paraty era denominado de
Silvio Romero.
terça-feira, 8 de maio de 2018
Cidades Irmãs
Com objetivo de criar relações e mecanismos protocolares essencialmente a nível econômico, cultural e turístico, das quais a cidades de áreas geográficas ou política distintas, estabelecem laços de cooperação. Pensando neste conceito, a cidade de PARATY aprovou através de LEI que dispõe sobre cidades irmãs/gêmeas. São elas: Ílhavo, Capri e Cunha.
Ílhavo, em Portugal – Lei nº 254/2007 de 25 de dezembro de 2007
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| Brasão de Ílhavo |
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| Bandeira de Ílhavo |
Cunha, São Paulo/ Brasil- Lei Municipal nº 49 de 10 de outubro de 2013
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| Bandeira de Cunha |
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| Brasão de Cunha |
quinta-feira, 26 de abril de 2018
Paraty Paraíso
Américo Vespúcio, que veio comandando uma das três naves da expedição de Gaspar Lemos, após o descobrimento do Brasil, ao aportar em Paraty, por volta de 1502 escreveu - "Oh Deus, se na terra existisse um paraíso, não seria muito longe daqui!"
segunda-feira, 5 de março de 2018
Paraty - Pelourinho - 1660
PARATI - PELOURINHO – 1660
Em 1660, um paratyense decidido, o Capitão Domingos Gonçalves de Abreu,
levantando-se contra a Vila de angras dos Reis da Ilha Grande, a cuja jurisdição estava sujeito
o povoado, requereu diretamente ao Capitão-Mor da Capitania de São Vicente a sua elevação
à categoria de Vila e, sem esperar resposta, erigiu às suas custas o pelourinho, símbolo de
autonomia e autoridade. Durante sete anos a Câmara de Angra dos Reis lutou contra esse ato
de rebeldia, mas uma Carta Régia de 28 de fevereiro de 1667 reconheceu a autonomia já de
fato conquistada pelos “levantados” de Paraty.
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
Credo Caiçara - Poesia de Flávio de Araújo
Creio no
pirão de gonguito com banana bacubita.
Na roça de
feijão guandu, na cepa de mandioca
de sete ramas,
no doce da cana caiana,
no limão em
puxa-puxa.
Creio no
café de garapa, na cavala salpresa.
No cará com
melado, no desbulhar do milho,
no manuê de
bacia e no cardo de caranha.
Creio no
poder das ervas:
No chá de
boldo amargoso no gorgomilo, no chá de losna,
no banhado
de arnica e na santa Maria socada
com sal
grosso e cânfo.
Creio na
canoa de voga, no cerco na espia,
no espinhel
preso à pôita, na rede de minjuada no lagamar.
Creio no
remo de guacá, no samburá de imbé,
no náilon
0.40, na faca amolada em pedra de cachoeira.
Creio na
tribuzana, nos primeiros ventos do sudunga,
nas gaivotas
sobre as traineiras.
Nas modas de
viola, rabeca e sanfona.
No mergulho
da tesoureira.
Creio na
rede tingida em casca de jacatirão e aroeira.
Na tainha
com barriga de ova, no jirau de taquara,
no varal pra
secar o peixe escalado, no caniço de bambu japonês.
Creio na voz
do Brasil, na cabeça de maré,
no barro pro
estuque e no covo.
No gemido do
gaturamo e na malhação do Judas.
Creio no
óleo de babosa, nas cantigas de roda,
nos
barquinhos de cacheta e cajuja.
No olho
dágua, no cachorro paqueiro.
Creio na
chinela de dedo, na galinha botadeira.
Creio no furo
do busano, no forneio de farinha,
No
pargueiro, no calafeto de betume, nas lulas no zangarêio.
Creio na
foice Tremontina, no bodoque de goiabeira,
No
trabissero de marcela.
Creio no
borrachudo, na lagosta pitu,
No guaiá, no
marisco sururu.
Creio na corosena
do fifó, na gadanha e na enxó.
No azulado
do perau, no clareio depois do fuzilo.
Creio em
Deus pai,
Creio em
Deus filho.
E no
Espírito Santo tumém.
Caiçara com muito orgulho.
segunda-feira, 17 de julho de 2017
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