domingo, 14 de abril de 2013

Quilombo Campinho da Independência



A comunidade de Campinho da Independência fica localizada no município de Paraty, ao sul do litoral do Estado do Rio de Janeiro, originada por três negras ex-escravas – Vovó Antonica, Tia Marcelina e Tia Luiza – na segunda metade do século 19, as três viviam dentro da casa grande da antiga Fazenda Independência, com o fim da escravidão, receberam terras do Senhor e continuaram vivendo onde está localizada a comunidade do Campinho da Independência. Conforme contam os moradores mais antigos.

Fundamentados na agricultura familiar, os quilombolas do Campinho produzem peças artesanais belíssimas, com palha, bambu, sementes e cipó, além de pratos tradicionais deliciosos. O Azul Marinho e outros aperitivos, preparados sempre no antigo fogão à lenha. Destaco a paçoca de banana, o pé-de-moleque, a farinha de coco Indaiá, socada no pilão, fabricação de farinha de mandioca, e os doces de frutas da região – irresistíveis.

Lugar que retrata bem como a comunidade se organizou social e economicamente, mantendo a base de um regime matriarcal. Os quilombos, em geral, são lugares ideais para se fazer turismo étnico, aprendendo sobre a cultura afro-brasileira, e ambiental, especialmente no caso do Campinho da Independência.

Atualmente o Quilombo do Campinho da Independência é reconhecida como o primeiro quilombo oficial do país e mantêm uma estrutura comunitária forte e organizada.

A cultura quilombola é muito rica e para não perdê-la a comunidade faz um trabalho de resgate das danças (jongo e capoeira), e das festas (Santa Cruz e da Semana da Cultura Negra).

Origem do Nome Caiçara


Caiçara é uma palavra de origem tupi-guarani que significa armadilha ou cerca de galhos e que é usada para denominar os habitantes das zonas litorâneas existentes originariamente na região sul do Estado do Rio de Janeiro, norte de São Paulo e se estendendo pelo litoral até o Paraná. No início era usada apenas para os indivíduos que viviam da Pesca de subsistência, mas passou a designar os nativos da região.

sábado, 14 de maio de 2011

As Lindas Cachoeiras de Paraty

Cachoeira do Tobogã 
Também conhecida como escorrega, localizada bem perto da Igreja de Nossa Senhora da Penha, se constitui em um verdadeiro “escorrega”. As águas descem sobre uma enorme formação rochosa – lisa e escorregadia – e se transformam, ao final da descida, em um cristalino poço, cercada por pedras grandes e pela mata atlântica. O local é preferido pelos moradores do local para a prática do ousado surf das cachoeiras ou surf das pedras.
Poço do Tarzan

Próxima ao antigo Caminho do Ouro e às margens da estrada que liga Paraty a cidade de Cunha (SP) está o Poço do Tarzan, formado por um pequeno desnível, formando assim, uma bela piscina natural rodeado pela mata atlântica, os visitantes que gostam de um pouco mais de adrenalina poderão subir por uma escada feita de bambu a uma grande pedra de aproximadamente 10 metros e dar um grande salto.
  Pedra Branca


Escondida em plena floresta atlântica, um verdadeiro espetáculo da natureza formado por uma forte queda d’ água e lindas piscinas naturais de tamanhos variados. Nesta cachoeira estão as ruínas da antiga usina que fornecia energia a fabrica de farinha de banana do Príncipe Dom João de Orleans e Bragança.
Usina

Conhecida também como Toca da Ingrácia, a Cachoeira da Usina integra um conjunto de quedas d`água que margeia a estrada Paraty-Cunha. Seu acesso é feito por esta rodovia, e está localizada logo após a localidade da Ponte Branca, que leva este nome por está próxima a uma ponte sobre o rio Perequê – Açu, a seis quilômetros do centro de Paraty. É formada por um pequeno desnível do rio, que origina poços e piscinas, uma corda amarrada no alto de uma árvore proporciona ao visitante audacioso se jogar em uma bela piscina natural.
Iriri

Fica próxima à praia do Iririguaçú, apenas 6 km da localidade de Tarituba. A queda d’agua envolve um conjunto de três saltos e duas piscinas naturais de águas verde esmeralda, que refletem a preservada floresta que ficam a sua volta, um espetáculo de grande beleza cênica. Suas nascentes encontram-se no alto da Serra do Mar.
Graúna

É o lugar perfeito para se refrescar depois de um dia de praia. O rio da Graúna possui na região vários trechos acachoeirados e suas nascentes encontram-se no alto da Serra do Mar. O acesso até a queda d’agua é por estrada vicinal, de terra batida, a partir do Km 172 da Rio-Santos.
Laje das Pedras

  Poço das Andorinhas

Localizadas a cerca de dez quilômetros de Paraty, às margens da estrada de terra que leva ao vilarejo do Corisco. O Poço das Andorinhas é bem fundo, tem um salto 3,5 m e ducha natural, descendo o rio, abaixo do poço, há um escorregador formado pelas pedras em meio à densa vegetação da Mata Atlântica, Lage da Pedra também conhecida como Coriscão ou Lage Preta a bela cachoeira possui um pequeno escorrega e um grande lago de águas cristalinas.
Poço dos Ingleses

As Lindas Praias de Paraty.

Praia Vermelha

Muito visitada pelas escunas e barcos que passeiam pela baía de Paraty. As águas são transparentes e calmas, faixas largas de areia branca e fina, banhada por ondas suaves, fica dentro de uma enseada abrigada. Tem uma nascente de água doce, bela e farta vegetação, dando assim um toque primitivo ao lugar. Excelente para banho. 

Praia da Lula

Pequena praia de águas transparentes e areia fofa, mar claro, calmo e sereno, entre as pedras, jorram uma bica de água doce, farta vegetação ao fundo, também muito freqüentada por barcos e escunas que visitam as ilhas próximas. Ótima para banho. 
 Ilha Comprida

Composta de parcéis que rodeiam uma lagoa muito azul, freqüentada por várias espécies de peixes, a tornam recomendável para mergulhos e pescarias devido suas águas límpidas e transparentes com muitos cardumes coloridos e grandes formações de corais, considerada um aquário natural, ótima para banho.

  
Ilha do Algodão

Entre a Ponta do Arpoador e a Ponta da Cajaíba. É a maior Ilha da Baía de Paraty. Mata Atlântica, com várias espécies nativas, e povoadas por pequenos animais. É considerado um excelente ponto para mergulho e pescaria. Nela vive uma comunidade pesqueira.
Ilha do Mantimento

Recebeu este nome porque os portugueses deixavam os alimentos quando a maré estava muito alta para chegar ao cais, uma das mais bonitas da baía. A ilha é considerada um local bom para mergulho, nela existe uma criação de Mico Leão Dourado, Cotias e Lagartos, que às vezes podem ser observados.
  Ilha Sapeca

Fica entre a Ilha do Malvão e a Ilha Comprida. É também conhecida pelo nome de Ilha do Sapê. Caracteriza-se pela existência de inúmeras formações rochosas, quase um amontoado de pedras, habitat natural de várias espécies marinhas. Com uma pequena e linda praia de areias branca, mar azul-turquesa de arrepiar, o que permite observar a intensidade da vida subaquática, com muitos cardumes coloridos, e ainda, sombreadas por pitangueiras.

Praia da Conceição

Coqueiros e amendoeiras, águas transparentes, verdes, areia clara e fina. Mais um paraíso escondido na baía de Paraty. Encanta por sua beleza natural e pela simpatia da comunidade local. Só Chega de barco e apesar de um pouco longe vale apenas mais esta maravilha. Não existe acesso por terra.
  
Praia do Jurumirim

Enseada de águas calmas e morna, com uma pequena praia e razoavelmente escondida, de onde parte e chega o Navegador “Amir Klink” de suas aventuras. Ali, ele mantém uma casinha bem simples, sem sequer energia elétrica, que é, também, a única construção do lugar.

Praia de Santa Rita

Água transparente, boa para a prática de snorkeling. Possui duas casas de pescadores, vegetação nativa, amendoeiras e coqueiros espalhados pela praia. Algumas pedras no meio da praia estendem-se até o mar.
Saco da Velha

Praia pequena de águas calmas, tranquilas e transparentes, no local há uma gruta e piscina naturais e grandes pedras enterradas na areia, ou, ainda, o barzinho rústico que existe no canto, com um gostoso galpão atrás de uma daquelas grandes pedras.

Enseada da Preguiça

Também conhecida como Enseada da Preguiça. Fica localizada dentro do Saco da Velha em frente à Ilha do Algodão. Enseada de águas calmas, claras e transparentes uma parada certa de saveiros que passeiam pela região, por ser muito agradável. Apropriada para o mergulho.
Ilha da Pescaria

De águas claras e transparentes, ponta de visita obrigatória dos saveiros que circulam a baía de Paraty. Muito procurada para mergulhos diurnos e noturnos, com profundidade média de 10 metros e boa visibilidade. Como seu próprio nome indica constitui um excelente ponto pesqueiro muito conhecido na região. Possui farta e exuberante vegetação.

Pouso da Cajaíba

Assim como as praias de Ipanema, Calhaus, Itaóca e Grande, a Praia do Pouso da Cajaíba está localizada na enseada do Pouso, há uma seqüência de bonitas praias. E a mais interessante delas é ainda mais linda, além de deserta: a Praia Grande da Cajaíba. Como se não bastasse, ela ainda é cortada por um riacho no meio da areia e tem uma pequena cachoeira na parte de trás, com acesso por uma trilha em plena Mata Atlântica. A região da baía da Cajaíba faz parte da Área de Proteção Ambiental do Cairuçú – APA do CAIRUÇÚ.



Praia de São Gonçalo

A praia São Gonçalo localiza-se aproximadamente a 32 km do centro de Paraty.  Os bares na praia e as águas mansas e cristalinas proporcionam um dia tranqüilo, na extensa praia de São Gonçalo, cortado pelo rio de mesmo nome. Você poderá também pegar um barco e ir conhecer a Ilha dos Pelados, que está bem em frente. A Ilha possui belíssima praia de águas calmas e cristalinas, que tornará seu passeio inesquecível. No mesmo passeio ainda é possível visitar algumas cachoeiras. Não deixe de levar máscaras e nadadeiras para apreciar as maravilhas do fundo do mar.

Praia do Jabaquara



Praia do Pontal

sábado, 26 de fevereiro de 2011

FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty

Poucos locais poderiam ser mais agradáveis para sediar a FLIP do que Paraty. Suas ruas de pedras propiciam encontros casuais proveitosos, enquanto restaurantes e bares sugerem um bate papo descontraído. As pousadas e os serviços oferecem um excelente padrão de qualidade.

Em agosto de 2003, a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) tornou-se a caçula da família de importantes festivais literários como: Hay-on-wye, Adelaide, Harbourfront de Toronto, Festival de Berlim, Edimburgo e Mantua. Com a presença de autores mundialmente respeitados como Julian Barnes, Don De Lillo, Eric Hobsbawn e Hanif Kureishi, a primeira FLIP estabeleceu um padrão de excelência às edições seguintes. Em um curto período, ficou conhecida como uma das principais festas literárias internacionais, reconhecida pela qualidade dos autores convidados, pelo irresistível entusiasmo de seu público e pela descontraída hospitalidade da cidade.

A FLIP já recebeu alguns dos grandes nomes da literatura mundial como: Salman Rushdie, Ian McEwan, Martin Amis, Margaret Atwood, Paul Auster, Anthony Bourdain, Jonathan Coe, Jeffrey Eugenides, David Grossman, Lidia Jorge, Pierre Michon, Rosa Montero, Michael Ondaatje, Orhan Pamuk, Colm Toíbín, Enrique Vila-Matas, Joanette Winterson, Marcello Fois, Kiran Desai, Alan Pauls, J.M.Coetzee, Amóz Oz, nadine Gordimer, Ahdaf Soueif, Jim Dogde, Robert Fick, Laurence Wright, Bárbara Heliodora, Denis Lehane, Guilhermo Arriaga, Leyla Perrone-Moisés, Will Self, Willian Boyd, César Aira, Mia Couto, Ishmael Beah, Alessandro Baricco, Cees Nooteboom, Chimamanda Ngozi Adichie, Contardo Calligaris, David Sedaris, Elisabeth Rondinesco,

Dos brasileiros, alguns dos autores mais talentosos já estiveram na FLIP, como Ariano Suassuna, Ana Maria Machado, Milton Hatoum, Millôr Ferndandes, Ruy Castro, Ferreira Gullar, Luiz Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura e Lygia Fagundes Telles, além de lendas vivas como Chico Buarque e Caetano Veloso, Cecília Giannetti, Fabrício Corsaletti, Lobão, Chacal, Verônica Stigger, Nuno Ramos, Augusto Boal, Eduardo Tolentino, Bosco Brasil, Mario Bortolotto, Ana Maria Gonçalves, Antonio Torres, Arnaldo Jabor, Fernando Morais, Paulo Lins, Silvano Santiago, Paulo César de Araújo, Ruy Castro, Caco Barcellos, Adriana Lunardi, Carlos Lyra, Cíntia Moscovich

A cada ano a FLIP homenageia um expoente das letras brasileiras. O poeta e compositor Vinicius de Moraes (1917-1980) em 2003. O escritor João Guimarães Rosa (1908-1967) foi o homenageado no ano seguinte. Em 2005, foi à vez da romancista Clarice Lispector (1920-1977). Em 2006, a FLIP prestou homenagem ao escritor baiano Jorge Amado (1912-2001). Em 2007 o grande homenageado foi Nelson Rodrigues. Em 2008, o tributo foi prestado a Machado de Assis, calhando com o centenário de sua morte. Em 2009 o nome a ser homenageado é Manoel Bandeira (1886 – 1968). E 2010 é a vez de Gilberto Freire (1900 – 1987). Em 2011 o mais inovador dentre os modernistas foi o grande homenageado Oswald de Andrade (1890 – 1954).Em 2012 o homenageado foi Carlos Drumond de Andrade, considerado por muitos poetas como o maior poeta brasileiro de todos os tempos. 2013 foi a vez de ser homenageado Graciliano Ramos. Em 2014 o grande homenageado foi Millor Fernandes. 2015 foi a vez de Mario de Andrade.

A música brasileira, uma das maiores riquezas da nossa vida cultural, não poderia deixar de estar presente na FLIP. Os shows de abertura, que já valeriam a ida a Paraty, ofereceram aos convidados a chance de assistir Chico Buarque, Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Mônica Salmaso, Adriana Calcanhoto, José Miguel Wisnik, Orquestra Imperial e o pianista João Donato, Luiz Melodia, Elza Soares e Celso Sim, Gilberto Gil, Lenine  e o músico paratiense Luís Perequê, deram as boas-vindas aos visitantes da FLIP.

Enquanto a programação principal acontece na tenda dos Autores, vários outros eventos ocorrem simultaneamente em outros locais. Oficina literária, destinada a jovens aspirantes a escritor, é realizada por grandes autores brasileiros. Há também uma programação exclusiva para crianças - a Flipinha, em que jovens estudantes de Paraty apresentam resultado de seus trabalhos inspirados no universo literário e participam de palestras com autores convidados. O sucesso da Festa também estimulou o desenvolvimento de uma programação de leituras, shows e lançamentos de livros, batizada de OFF-FLIP.

Desde a primeira edição, o crescimento da Festa Literária está intimamente ligado à vida e às necessidades de Paraty. Artistas locais, comerciantes, hoteleiros e donos de restaurantes acolhem a FLIP, que por sua vez, mantém os habitantes locais ativamente envolvidos. Por tudo isso, a FLIP se destaca de outros encontros literários contribuindo para essa atmosfera alegre e calorosa que tem caracterizado esse grande evento.