terça-feira, 8 de maio de 2018

Cidades Irmãs

Com objetivo de criar relações e mecanismos protocolares essencialmente a nível econômico, cultural e turístico, das quais a cidades de áreas geográficas ou política distintas, estabelecem laços de cooperação. Pensando neste conceito, a cidade de PARATY aprovou através de LEI que dispõe sobre cidades irmãs/gêmeas. São elas: Ílhavo, Capri e Cunha.

Ílhavo, em Portugal – Lei nº 254/2007 de 25 de dezembro de 2007
Brasão de Ílhavo
Bandeira de Ílhavo
Capri, na Itália – lei Municipal nº 1805/2011 de 15 de maio de 2011



Cunha, São Paulo/ Brasil- Lei Municipal nº 49 de 10 de outubro de 2013


Bandeira de Cunha
Brasão de Cunha





quinta-feira, 26 de abril de 2018

Paraty Paraíso


Américo Vespúcio, que veio comandando uma das três naves da expedição de Gaspar Lemos, após o descobrimento do Brasil, ao aportar em Paraty, por volta de 1502 escreveu - "Oh Deus, se na terra existisse um paraíso, não seria muito longe daqui!"

segunda-feira, 5 de março de 2018

Paraty - Pelourinho - 1660

  

PARATI - PELOURINHO – 1660

O Senador mais antigo do Senado Municipal de Paraty, Capitão Domingos Gonçalves de Abreu, com o apoio de diversos paratienses, erigiu, em 1660, o Pelourinho – símbolo da soberania de uma vila - em praça pública, em terras paratienses, num ato de desobediência civil ao Governo do Rio de Janeiro e à Vila de Angra dos Reis, à qual era submetida. Os Angrenses em razão desse ato, passaram a chamar os paratienses de LEVANTADOS. Os paratienses tiveram o apoio do Governo de São Paulo para este ato de emancipação.
Somente em 1667 que a Coroa Portuguesa legitimou como autônoma a Vila de Parati.

Em 1960, no início do mês de setembro, ocorreu em nossa cidade a mais bela festa cívica e religiosa. O Ginásio Paratiense e o Grupo Municipal Dr. Samuel Costa, pelos seus diretores, professores e alunos abrilhantaram com a apresentação de figuras representativas da época. Um locutor citava os personagens que desfilavam pela quadra com as vestimentas de época: Senhores de Engenho com suas esposas Sinhás e filhas Sinhás-moça ou Sinhazinhasmucamas(criadas das Sinhás); Capitães do Mato (que saíam à procura do escravo fugitivo); EscravosÍndiosPiratas e a figura do Capitão Domingos Feliciano de Abreu, representada pelo grande poeta paratiense José Kléber Martins Cruz que no seu discurso emocionou a todos. E segundo Irênio Marques – o Ireninho – o José Kléber foi depois de Domingos Feliciano de Abreu a mais ilustre personalidade de Parati.
Havia em nossa cidade, a presença de várias personalidades, como os Cineastas José Carlos Barreto, Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha, Glauco  Mirco Laurellis, Luiz Carlos Lacerda, Nelson Penteado e outros. Também estavam presentes diversos artistas de cinema e de teatro, como Maria Dela Costa e Paulo Autran que tiveram hotéis aqui. Foram passados filmes em nosso cinema e também na parede da Igreja Matriz. Foi uma festa inesquecível.
Cerca de 26 filmes longos foram rodados em nossa cidade, mais 9 curtas, além de novelas, séries, documentários e propagandas. Publicado Jango Pádua

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Credo Caiçara - Poesia de Flávio de Araújo

Creio no pirão de gonguito com banana bacubita.
Na roça de feijão guandu, na cepa de mandioca
de sete ramas, no doce da cana caiana,
no limão em puxa-puxa.
Creio no café de garapa, na cavala salpresa.
No cará com melado, no desbulhar do milho,
no manuê de bacia e no cardo de caranha.
Creio no poder das ervas:
No chá de boldo amargoso no gorgomilo, no chá de losna,
no banhado de arnica e na santa Maria socada
com sal grosso e cânfo.
Creio na canoa de voga, no cerco na espia,
no espinhel preso à pôita, na rede de minjuada no lagamar.
Creio no remo de guacá, no samburá de imbé,
no náilon 0.40, na faca amolada em pedra de cachoeira.
Creio na tribuzana, nos primeiros ventos do sudunga,
nas gaivotas sobre as traineiras.
Nas modas de viola, rabeca e sanfona.
No mergulho da tesoureira.
Creio na rede tingida em casca de jacatirão e aroeira.
Na tainha com barriga de ova, no jirau de taquara,
no varal pra secar o peixe escalado, no caniço de bambu japonês.
Creio na voz do Brasil, na cabeça de maré,
no barro pro estuque e no covo.
No gemido do gaturamo e na malhação do Judas.
Creio no óleo de babosa, nas cantigas de roda,
nos barquinhos de cacheta e cajuja.
No olho dágua, no cachorro paqueiro.
Creio na chinela de dedo, na galinha botadeira.
Creio no furo do busano, no forneio de farinha,
No pargueiro, no calafeto de betume, nas lulas no zangarêio.
Creio na foice Tremontina, no bodoque de goiabeira,
No trabissero de marcela.
Creio no borrachudo, na lagosta pitu,
No guaiá, no marisco sururu.
Creio na corosena do fifó, na gadanha e na enxó.
No azulado do perau, no clareio depois do fuzilo.
Creio em Deus pai,
Creio em Deus filho.
E no Espírito Santo tumém.
Caiçara com muito orgulho.

domingo, 14 de abril de 2013

Quilombo Campinho da Independência

A comunidade de Campinho da Independência fica localizada no município de Paraty, ao sul do litoral do Estado do Rio de Janeiro, originada por três negras ex-escravas – Vovó Antonica, Tia Marcelina e Tia Luiza – na segunda metade do século 19, as três viviam dentro da casa grande da antiga Fazenda Independência, com o fim da escravidão, receberam terras do Senhor e continuaram vivendo onde está localizada a comunidade do Campinho da Independência. Conforme contam os moradores mais antigos.

Fundamentados na agricultura familiar, os quilombolas do Campinho produzem peças artesanais belíssimas, com palha, bambu, sementes e cipó, além de pratos tradicionais deliciosos. O Azul Marinho e outros aperitivos, preparados sempre no antigo fogão à lenha. Destaco a paçoca de banana, o pé-de-moleque, a farinha de coco Indaiá, socada no pilão, fabricação de farinha de mandioca, e os doces de frutas da região – irresistíveis.


Lugar que retrata bem como a comunidade se organizou social e economicamente, mantendo a base de um regime matriarcal. Os quilombos, em geral, são lugares ideais para se fazer turismo étnico, aprendendo sobre a cultura afro-brasileira, e ambiental, especialmente no caso do Campinho da Independência.


Atualmente o Quilombo do Campinho da Independência é reconhecida como o primeiro quilombo oficial do país e mantêm uma estrutura comunitária forte e organizada.

A cultura quilombola é muito rica e para não perdê-la a comunidade faz um trabalho de resgate das danças (jongo e capoeira), e das festas (Santa Cruz e da Semana da Cultura Negra).